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FRANCISCO E A MISERICÓRDIA: FALTA NO MUNDO, NA MINHA FRATERNIDADE OU EM MIM? - PROJETO #FormaAção


Uma vez que essência da Regra Franciscana, seja ela para os frades, terceiros e jufristas, é o seguimento de Jesus Cristo, não é de se admirar que ao ler das fontes franciscanas tem-se a impressão de ler o próprio evangelho. É provável que nos tempos atuais, se vivo fosse, Francisco poderia ser acusado e processado por plágio. As fontes franciscanas são uma releitura do evangelho aplicada ao convívio em fraternidade.
Das muitas semelhanças escolho  um assunto mencionado repetidas vezes  na bíblia e nas fontes: a misericórdia. Não é que esteja na moda falar de perdão, é que o crescimento da intolerância entre os povos, a impaciência e ansiedade crescente entre os jovens me parece não apenas pertinente para vida de cada cristão, mas para vida em Fraternidade.
Para São Francisco é por misericórdia que Cristo se fez presépio, se escondeu sob as simples espécies de pão e de vinho e nos visita na roupagem dos pobres dos caminhos.
As admoestações - que quer dizer "fazer pensar", "recordar", "advertir", foram reunidas e colocadas nas fontes atribuídas a Francisco como intervenções feitas nos capítulos onde toda a fraternidade se reunia. Na admoestação 18 diz-se: "Bem aventurado o homem que suporta o próximo segundo a sua fragilidade naquilo quereria ser suportado por ele se estivesse em idêntica situação". A mesma centralidade da misericórdia encontra-se na admoestação 27: "onde há misericórdia aí não há dureza de coração".
A vida fraterna nos exige misericórdia consigo e, especialmente, com nosso irmão. A caminhada é diversa, ora leve, ora demasiada pesada e as limitações do outro e a nossa logo se afloram. Onde antes as pétalas se tocavam, os espinhos podem começar a machucar.
Isso torna a JUFRA diferente de outros grupos de jovens, não nos reunimos para discutir temas, louvar, rezar juntos apenas. Antes de tudo somos irmãos, discípulos de um Francisco que diz a um ministro:                                                                              
" 9 E nisto quero conhecer se tu amas ao Senhor e a mim, servo seu e teu. se fizeres isto, a saber: que não haja nenhum frade no mundo, que tenha pecado tanto quanto puder pecar, que, depois que tiver visto teus olhos, nunca se retire sem a tua misericórdia, se buscar misericórdia.10 E se não buscar misericórdia, que tu lhe perguntes se quer misericórdia. 11 E se depois pecasse mil vezes diante de teus olhos, ama-o mais do que a mim, para isto, para que o atraias ao Senhor; e que sempre tenhas misericórdia de tais pessoas. (...) 20 E estes não tenham absolutamente poder de impor outra penitência a não ser esta: vai e não peques mais (cfr. Jo 8,11).
Francisco diz, portanto, que independente do irmão buscar ou não o perdão deve-se ofertá-lo gratuitamente como forma de apontar o Cristo a ele e acrescenta que após a confissão com sacerdote sua penitência deve ser arrepender-se e não mais pecar.
Espanto-me com a radicalidade que Francisco nos convida a viver, porém eis o desafio nosso de cada dia.

Ao irmão que se exaltou em um encontro, a outro que discordou, a outro que simplesmente se ausentou ou ainda aquele que provocou um atrito que a correção fraterna se faça como diz na Regra 7,2 que “se faça com misericórdia”.

Secretaria Regional de Formação
PROJETO #FormAção

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